CREAS e Projeto Construindo uma Cultura de Paz realizam encontro formativo com monitores do transporte escolar

 

Publicado em: 03/07/2026 19:15

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Com o intuito de alcançar um maior número de profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes, foi realizado mais um momento capacitação e reflexão sobre a atuação profissional visando à promoção da proteção da infância e da adolescência em âmbito municipal, que aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de Educação - SEMED, tendo como participantes todos os monitores de transporte escolar, contemplando a sede, o Distrito Luziápolis e Povoado Chã da Imbira.

A Coordenadora do Projeto Construindo uma Cultura de Paz, Francyele Pereira, iniciou compartilhando a cartilha do referido projeto, na qual possui conceitos e informações pertinentes que auxiliam na rotina de trabalho, que preconiza a atenção dos (as) monitores (as) enquanto os (as) alunos (as) estão sob as suas responsabilidades, que defende também o respeito mútuo como princípio para uma convivência pacífica, sendo estas, ações importantes para que o acesso à educação seja qualitativo.

Na oportunidade houve trocas de experiências por parte dos monitores e monitoras, apresentando os desafios diários, mas também as atitudes que podem fazer a diferença na vida das crianças. Ouvir, orientar, acolher, proteger e estarem alinhados à gestão escolar, foram orientações feitas nesse primeiro momento.

Complementando os conhecimentos sobre o assunto de proteção de crianças e adolescentes, a coordenadora e assistente Social e o psicólogo do Centro de Referência Especializado de Assistência Social - CREAS, Rosilene Simão e Erivaldo Santos, realizaram a apresentação de um conteúdo que dá embasamento legal e crítico sobre violações de direitos.

Ao apresentar o CREAS como um serviço que compõe a Assistência Social no âmbito Proteção Social Especial, que realiza atendimento a indivíduos e famílias em situação de risco social/pessoal, a assistente social explicou acerca das principais violações de direitos que crianças e adolescentes são vítimas, como a negligência, o abuso sexual e a violência intrafamiliar. Trouxe contextualizações e reflexões sobre a relevância de todo e toda profissional que tenha contato com esse público em condição peculiar de desenvolvimento, como conceitua o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, esteja inteirado sobre as principais legislações e consequentemente capacitado (a) e preparado (a) para acionar os serviços necessários em situações de desproteções.

O psicólogo evidenciou ainda sobre a importância de superar o senso comum e promover uma mudança de mentalidade e de visão sobre a forma como enxergamos a realidade e que isso possa contribuir para que crianças e adolescentes desfrutem dos seus direitos e não sejam alvos de violações, como o trabalho infantil e trabalho na adolescência. "Atualmente o contexto é diferente de décadas anteriores e é preciso se adequar para que certas vivências não sejam repetidas", afirmou o profissional.

O Encontro Formativo foi de grande relevância, relacionando conceitos, e legislações à prática profissional, elucidando como a intersetorialidade é importante nesse processo, somado ao entendimento sobre a funcionalidade da rede de serviços e do sistema de garantia de direitos.